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Cresce procura por CEOs São Paulo, 8 de Agosto de 2005 - No mercado de altos executivos, o número de vagas para presidência foi o que mais aumentou. O mercado de trabalho para executivos anda agitado. Desde 2004, são oferecidas, em média, 800 vagas no primeiro semestre do ano, de acordo com dados levantados pela Laerte Cordeiro, com base nas ofertas de trabalho anunciadas nos principais jornais de São Paulo. Do ano passado para cá, houve um pequeno aumento, de 3%, n oferta de posições executivas. "Tem havido muita movimentação de profissionais em função de realinhamentos estratégicos dentro das empresas e mudanças provocadas por fusões e aquisi-ções", diz Ana Maria Miralla, consultora da Stanton Chase, empresa de recrutamento e seleção de executivos do Grupo Foco. Lucia Costa, sócia-diretora, responsável pela área de outplacement da Mariaca & Associados, tem a mesma opinião. "Considerando o número de demitidos e contratados em cada área, a média é mais ou menos a mesma", afirma. Segundo ela, o aumento mais significativo de vagas ocorreu nas posições de presidente e CEO. No primeiro semestre de 2005 o percentual de demitidos nesses cargos foi de 4% e o de contratados foi de 9%. "Muitas das contratações ocorreram por conta do início da atividade de empresas no País ou da transferência do escritório da América Latina para o Brasil", analisa. A área de vendas e marketing foi a que mais contratou no primeiro semestre do ano. Na pesquisa da Laerte Cordeiro essa área representa 44% das ofertas de trabalho. Na Passarelli Consultores, esses departamentos também representaram mais de 40% dos recrutamentos realizados pela empresa. "A área comercial costuma estar sempre entre as que mais contratam executivos", diz a consultora Laís Passarelli. Lucia, da Mariaca, concorda com ela, mas ressalta que, apesar de sempre ter sido representativa, a participação de marketing e vendas na contratação de executivos atingiu um percentual bastante alto. Na consultoria, a área representou 39% das contratações. "Mesmo em momentos de crise, as empresas sempre apostam na força de vendas e no marketing como diferencial competitivo", comenta Ana Maria, da Stanton Chase, onde a área representou 38% dos recrutamentos. Em seguida, a pesquisa da Laerte Cordeiro aponta para os departamentos de produção/técnica e de finanças e controle, como os que mais buscaram executivos no primeiro semestre, 24% e 18%, respectivamente. O mesmo é notado pelas empresas especializadas em seleção de executivos. Na Stanton Chase, por exemplo, os cargos de engenharia e indústria ocuparam 14% e 8% dos recrutamentos no primeiro semestre. Na Mariaca & Associados, supply chain, indústria, produção e engenharia representam, juntos, 14% das contratações. "Fomos surpreendidos com o aumento da procura por profissionais de recursos humanos. Quando começamos a receber a demanda, não tínhamos sequer candidatos suficientes", conta Lucia, da Mariaca. Surgiram novas vagas na área, apesar de a diferença entre o percentual de demissões, 10%, e de contratações, 11%, não ter sido muito grande. "Mesmo sendo pouco, é relevante porque, geralmente, o RH nem chega perto de ser o departamento que mais contrata. Acredito que essa movimentação tenha origem na valorização da gestão de pessoas como diferencial competitivo para as empresas", complementa. Entre as áreas que menos contrataram e mais demitiram, vale a pena destacar finanças. As contratações para finanças e controle representaram 8% dos recrutamentos feitas pela Mariaca no primeiro semestre de 2005. Já as demissões registradas pela consultoria, somaram 13%. No balanço feito pela Stantion Chase, finanças e controle é responsável por 6% das contratações. Só no levantamento da Laerte Cordeiro, esse número é um pouco maior, 18%. "A queda na procura de executivos para esses departamentos se observa principalmente porque no ano passado elas cresceram bastante. Excepcionalmente em 2004, a carreira financeira representou 21% dos nossos projetos", lembra Laís Passarelli. O diretor da Michael Page no Brasil, Patrick Hollard, aponta para uma questão importante. "Há uma idéia geral de que o mercado carioca não seja muito movimentado, mas, para nós, ele foi bastante representativo na área de óleo e gás, principalmente", afirma. Ele diz ainda que as empresas vem procurando bastante profissionais para atuar no norte (especialmente em Manaus) e no nordeste. "Desde 2002, notamos a descentralização das contratações do eixo Rio-São Paulo. Outras capitais, como Curitiba e Belo Horizonte, assim como cidades do interior paulista, passaram a contratar mais", ressalta Lucia, da Mariaca. Para os próximos meses, os consultores esperam uma retração do mercado. "Julho ainda apresentou um nível bom de contratações, mantendo a média dos últimos meses. Mas acreditamos que o cenário político influencie negativamente a movimentação de executivos", diz Laerte Cordeiro. "A expectativa é de estabilidade, tendendo a redução de vagas", avalia Lucia e conta que os processos seletivos já estão se tornando mais lentos. "Quanto mais alta a posição, mais se demora para tomar uma decisão de contratar". Ana Maria, da Stantion Chase, destaca que, em tempo de vacas gordas ou magras, o perfil pró-ativo é que destaca os executivos e vale mais até do que a formação. kicker: No primeiro semestre, a oferta superou as 800 vagas, em São Paulo. A tendência é que a crise política leve o mercado a contratar menos (Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 8)(Carolina Sanchez Miranda)
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