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Sustentabilidade: Celulose Irani venderá R$ 4,5 milhões em crédito de carbono

março 08

A Celulose Irani estima reduzir suas emissões de poluentes em 215 mil toneladas neste ano, o que deverá render à companhia cerca de R$ 4,5 milhões com a venda de créditos de carbono. Os créditos são originários de dois programas registrados pelo Protocolo de Kyoto no âmbito do MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo).

O primeiro projeto com o objetivo de reduzir as emissões de gases do efeito estufa (GEE) foi implantado pela empresa em 2004. Trata-se da co-geração de energia, que em 2005, quando foi registrado pela Organização das Nações Unidas, diminuiu as emissões em 115 mil toneladas de CO2 equivalente. No ano seguinte as reduções atingiram 136 mil toneladas, chegando a 156,8 mil toneladas em 2007. Os créditos gerados a partir dessas reduções foram vendidos para a Shell.

Para 2008, a expectativa é de que a co-geração reduza em 160 mil toneladas a quantidade de GEE lançada na atmosfera. Conforme Odivan Carlos Cargnin, Diretor Administrativo Financeiro e de Relações com Investidores, os créditos originados no período de 2008 a 2012 já foram negociados com a Cargil.

Em 2006 entrou em operação o segundo projeto de MDL da companhia, a estação de tratamento de efluentes que já reduziu as emissões em 60 mil toneladas de CO2. A certificação ocorreu em janeiro deste ano e os créditos gerados antes do registro na ONU, os chamados VERs (Verified Emission Reductions), foram vendidos no mercado voluntário. A previsão da Irani é de que em 2008 as reduções com o tratamento de efluentes somem 55 mil toneladas. A venda desses créditos está em negociação.

Nos próximos dias, a empresa apresenta seu inventário certificado de emissões de GEE referente ao ano de 2007. Cargnin adiantou que o documento mostrará emissões de 61,052 mil toneladas de carbono equivalente e remoção da atmosfera de 577,160 mil toneladas, resultando em uma remoção líquida de 516,108 mil toneladas de poluentes.

A Irani é a primeira empresa do Brasil a certificar o seu inventário de GEE de acordo com a norma internacional ISO 14.064, de 2006. O documento constatou que em 2006 a companhia emitiu 102,478 mil toneladas de CO2 equivalente e removeu 638,630 toneladas, resultado em 536,152 mil toneladas líquidas. A remoção do carbono ocorre em razão do volume de florestas plantadas da companhia e de sua geração de energia limpa. São 33 mil hectares de terras em Santa Catarina, com 17.000 hectares de florestas de pinus plantadas, e 10.400 hectares de terras no Rio Grande do Sul, dos quais 8 mil hectares de plantação de pinus. Cada hectare de floresta plantada seqüestra da atmosfera aproximadamente 8 toneladas de carbono por ano.

O objetivo do inventário é identificar oportunidades de MDL. Nesse sentido, a empresa já contempla um novo projeto em seu orçamento de 2008, um forno na fábrica de papel que vai recuperar o licor negro (subproduto do processo de fabricação da celulose). "A idéia é gerar 6 MW de energia elétrica através da queima desse licor", explica.


 
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