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jun 08
Uma das maiores empresas do setor de Papel & Celulose
em kraft, a Celulose Irani (Bovespa RANI3 e RANI4) obteve
a aprovação e registro do Mecanismo de Desenvolvimento
Limpo MDL da sua Estação de Tratamento
de Efluentes (ETE), pelo órgão da ONU, o Conselho
Executivo do MDL.
Foi o primeiro MDL de Efluentes registrado na ONU em toda
a América Latina, o projeto é também
o primeiro no mundo a utilizar apenas a metodologia de pequena
escala AMS.III.I, que determina a evitação de
metano no tratamento de águas residuárias, por
meio da substituição de lagoas anaeróbias
por sistemas aeróbicos. O MDL da IRANI é
inteiramente aeróbico, o que hoje inexiste aprovado
na ONU, explica Leandro Farina, Gerente de Sistemas de Gestão
da Qualidade e Ambiental.
Com investimento total de R$ 7 milhões, o projeto de
MDL da Estação de Tratamento de Efluentes foi
implantado na Divisão Papel em maio de 2007. O mecanismo
baseia-se na substituição da degradação
anaeróbica pela degradação aeróbica
da matéria orgânica, evitando assim, a emissão
de metano, um gás de efeito estufa que provoca o aquecimento
global.
Com esse projeto, a IRANI é a primeira empresa do Brasil
a registrar dois projetos de Mecanismo de Desenvolvimento
Limpo com tecnologias absolutamente distintas (Usina de Co-geração
e Estação de Tratamento de Efluentes).
"A IRANI é uma das primeiras empresas a desenvolver
uma série de projetos de MDL com diferentes tecnologias
(caldeira a base de biomassa e Estação de Tratamento
de Efluentes). Esse tipo de atividade, junto com a elaboração
e certificação de um inventário de emissões
é sim uma ação pioneira", parabeniza
Pablo Fernandez, Gerente de Implementação de
Projetos de MDL da Ecosecurities.
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